A saúde sócio emocional dos estudantes pós pandemia

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Já se deparou com seu filho ou filha quieto em um canto, com medo, ou com ansiedade, sem querer se relacionar com outras pessoas, mesmo sendo crianças ou adolescentes da mesma idade? Já parou para pensar na saúde sócio emocional deles?

Educar crianças e adolescentes já era um desafio antes mesmo da pandemia. Depois desses dois anos entre distanciamentos e cuidados, todos tivemos nossas vidas relacionais impactadas.

 

Por que devemos cuidar da saúde sócio emocional dos estudantes após pandemia

 

De acordo com pesquisa recente da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, um em cada três estudantes do ensino fundamental e médio sente dificuldade de se concentrar nas aulas. 70% dos entrevistados relataram sentir ansiedade e angústia.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que crianças, adolescentes e jovens poderão sentir o impacto da Covid em sua saúde mental e bem-estar por muitos anos.

Além dos alunos, funcionários e professores também foram afetados pelo isolamento e a perda de familiares e amigos, por isso é fundamental essa discussão nas escolas.

 

Entre nós

 

Aqui no colégio Elvira, temos um espaço de diálogo entre os membros da comunidade escolar, que é composta pelas famílias, educadores e estudantes.

No último dia 10 de maio, nós recebemos a Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP, para falar sobre os desafios e as novas perspectivas para a convivência escolar (você pode conferir o encontro aqui). 

Tognetta falou sobre como a escola e as famílias podem ajudar as nossas crianças e adolescentes que foram impactados pela pandemia da COVID-19.

É preciso muita cautela e sensibilidade para lidar com a volta ao estudo presencial, à socialização, aos compromissos coletivos.

“Foram longos, longos 18 meses para todos nós – especialmente para as crianças e adolescentes. Com lockdowns nacionais e restrições de movimento relacionados à pandemia, as meninas e os meninos passaram anos indeléveis de sua vida longe da família, de amigos, das salas de aula, das brincadeiras – elementos-chave da infância”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

A convivência nesta retomada envolve questões maiores do que saúde física: como nos sentimos diante do inesperado? E como têm se sentido nossas crianças e adolescentes ao retornar para a escola?

 

O medo potencializado

 

O cenário pandêmico afetou de diversas formas a interação humana. Com tantos casos de infecções e perdas, o que vivemos no momento pós pandemia é o impacto de uma geração que convive com preocupações, fluxo intenso de informações, medo e insegurança.

O distanciamento impediu que nós pudéssemos expressar nossos sentimentos e conviver com os demais. Isso foi particularmente desafiador para crianças e adolescentes, uma faixa etária que estava experimentando a socialização.

O contexto de medo e preocupações impulsionou desequilíbrios, medos e angústias.

 

O que mostram os dados

 

Infelizmente, o sofrimento emocional em adolescentes e crianças é recorrente.

Segundo a revista Veja Saúde, um levantamento realizado na província chinesa de Xianxim com 320 crianças e adolescentes, revela os efeitos psicológicos mais imediatos da pandemia: 

  • dependência excessiva dos pais (36% dos avaliados);
  • desatenção (32%);
  • preocupação (29%);
  • problemas de sono (21%);
  • falta de apetite (18%);
  • pesadelos (14%);
  • desconforto e agitação (13%).

 

Esse sofrimento é comum em vários países, e aqui também não é diferente. Estudos recentes revelam que as crianças e adolescentes se sentem solitários, angustiados, ansiosos e desesperançosos.

 

O que podemos fazer?

 

A melhor maneira de lidar com os impactos da pandemia é abrir espaço de diálogos na escola e em casa.

Estabelecer um diálogo contínuo e uma aproximação constante com a criança e o adolescente permite que eles expressem e compartilhem seus pensamentos e sentimentos. Sabendo o que os aflige é mais fácil acolher e orientar essa criança.

Converse sempre com seu filho, sua filha e conte sempre com a nossa colaboração. 

 

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